Para quem mora longe de comércio, como eu. é sempre divertido quando num passeio ou uma ida ao médico, encontramos um sebo ou uma livraria.
No meio do burburinho da Rua Teodoro Sampaio, 623 (Pinheiros - SP), encontrei o Sebo Basques 2. A enfadonha ida ao oftalmologista transformou-se em uma oportunidade de adquirir livros de qualidade a preço baixinho.
Baixinho mesmo!!!! Três livros por dez reais é imperdível, concorda?
Diferente dos sebos comuns, o Sebo Basques 2, vende livros novos. São muitos exemplares novos de títulos clássicos e de novidades, principalmente da Editora Record. Saí de lá com muitos livros e devo dizer que foi difícil escolher entre tantos livros interessantes.
Faz uns quinze dias que fiz esta visita e ficou a dúvida: será uma ponta de estoque ou a venda de exemplares novos foi episódica? Boa desculpa para voltar e conferir. 😉
Se você conhece o Sebo Basques 2 ou algum que seja especial, deixe o seu comentário e compartilhe a sua experiência.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
George Rumanes,
Grécia,
literatura grega,
O homem do rosário preto
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Literatura grega: o que tenho achado por aí? (5)
Tenho lido mais do que postado e tem sido muito divertido garimpar livros de autores gregos ou de descendentes de gregos. Nessa busca encontrei O homem do rosário preto de George Rumanes que foi uma agradável surpresa.
A leitura é fácil, o enredo envolvente e intrigante. O tema da Segunda Guerra Mundial e a presença alemã na Grécia é tratado literariamente, mas, mesmo assim, permite vislumbrar o momento sombrio por que passava o povo grego.
(...)" no começo de 1942, somente em Atenas e no Pireu, quase dois mil homens, mulheres e crianças morriam por dia de inanição e doenças. Os cemitérios não davam conta dos cadáveres."
Livros sobre guerra raramente me atraem, porém O homem do rosário preto é uma leitura irresistível, não dá para largar o livro depois de iniciada a leitura.
"Os acontecimentos relatados neste romance baseiam-se nesses fatos históricos. Esta é a história do povo do Pireu numa época estranha e terrível da sua vida. Eu conheço a história. Eu sou um deles. Eu estava lá."
Precisa falar mais?
Recomendadíssimo!!!!
O homem do rosário preto
George Rumanes
Distribuidora Record
1973
270 páginas
A leitura é fácil, o enredo envolvente e intrigante. O tema da Segunda Guerra Mundial e a presença alemã na Grécia é tratado literariamente, mas, mesmo assim, permite vislumbrar o momento sombrio por que passava o povo grego.
(...)" no começo de 1942, somente em Atenas e no Pireu, quase dois mil homens, mulheres e crianças morriam por dia de inanição e doenças. Os cemitérios não davam conta dos cadáveres."
Livros sobre guerra raramente me atraem, porém O homem do rosário preto é uma leitura irresistível, não dá para largar o livro depois de iniciada a leitura.
"Os acontecimentos relatados neste romance baseiam-se nesses fatos históricos. Esta é a história do povo do Pireu numa época estranha e terrível da sua vida. Eu conheço a história. Eu sou um deles. Eu estava lá."
Precisa falar mais?
Recomendadíssimo!!!!
O homem do rosário preto
George Rumanes
Distribuidora Record
1973
270 páginas
domingo, 4 de junho de 2017
editora nosso tempo,
Lambrakis,
literatura grega,
Salônica,
Vassilis Vassilikos,
Z
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Literatura grega: o que tenho achado por aí? (4)
Vassili Vassilikos é grego (1934), mas vive há muito tempo exilado na França por causa de seu posicionamento político de esquerda. Grande parte de sua infância e adolescência morou em Salônica, cidade em que foi assassinado o deputado Lambrakis, ponto central do livro Z.
A militância política de Vassili Vassilikos fica evidente na narrativa de Z, mas de forma alguma reduz a obra a mero panfleto político. A narrativa é ágil, acompanhando o ritmo e a tensão com que os fatos vão sendo apresentados. Vários pontos de vista aparecem, tornando a narrativa multifacetada e muito interessante. A leitura exige muita atenção e desperta o leitor para observar o que faz de um homem um assassino e de um grupo social seus cúmplices.
O deputado Lambrakis foi assassinado em plena rua e sob os olhos da polícia, tornando-se símbolo da revolta do povo grego contra um regime opressivo e corrupto. O romance Z reconta essa história e mostra sua posterior investigação e o destino de todos os envolvidos no crime. Na aparência, uma história de corrupção e ganância e mais profundamente, a figura de um juiz aparece como esperança de novos tempos.
É uma pena que um bom livro como este esteja fora dos catálogos das editoras. Livro não só atual, mas necessário para a reflexão sobre temas tão presentes em nossos dias.
Leitura recomendadíssima!!!!
Z
Vassilis Vassilikos
Editora Nosso Tempo
1970
354 pp
"Para o General, Salônica é um tabuleiro. Aqui, a torre - a torre branca-, lá o bispo - minarete da torre - lá o cavalo, - o porto cavalgando o mar. Todas as peças se refletem nas águas do golfo e se desdobram: duas torres, dois bispos - dois cavalos. Só o rei e a rainha estão ausentes. Mas o General ainda tem muitos peões. Ele os desloca agilmente. No entanto, seu adversário tem uma grande vantagem: os jornalistas. Cada vez que o General perde um peão, fica louco de raiva. Não sabe perder. (...)"
A militância política de Vassili Vassilikos fica evidente na narrativa de Z, mas de forma alguma reduz a obra a mero panfleto político. A narrativa é ágil, acompanhando o ritmo e a tensão com que os fatos vão sendo apresentados. Vários pontos de vista aparecem, tornando a narrativa multifacetada e muito interessante. A leitura exige muita atenção e desperta o leitor para observar o que faz de um homem um assassino e de um grupo social seus cúmplices.
O deputado Lambrakis foi assassinado em plena rua e sob os olhos da polícia, tornando-se símbolo da revolta do povo grego contra um regime opressivo e corrupto. O romance Z reconta essa história e mostra sua posterior investigação e o destino de todos os envolvidos no crime. Na aparência, uma história de corrupção e ganância e mais profundamente, a figura de um juiz aparece como esperança de novos tempos.
É uma pena que um bom livro como este esteja fora dos catálogos das editoras. Livro não só atual, mas necessário para a reflexão sobre temas tão presentes em nossos dias.
Leitura recomendadíssima!!!!
Z
Vassilis Vassilikos
Editora Nosso Tempo
1970
354 pp
"Para o General, Salônica é um tabuleiro. Aqui, a torre - a torre branca-, lá o bispo - minarete da torre - lá o cavalo, - o porto cavalgando o mar. Todas as peças se refletem nas águas do golfo e se desdobram: duas torres, dois bispos - dois cavalos. Só o rei e a rainha estão ausentes. Mas o General ainda tem muitos peões. Ele os desloca agilmente. No entanto, seu adversário tem uma grande vantagem: os jornalistas. Cada vez que o General perde um peão, fica louco de raiva. Não sabe perder. (...)"
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