quarta-feira, 13 de setembro de 2017 0 comentários

Visita ao Sebo Basques 2

              Para quem mora longe de comércio, como eu. é sempre divertido quando num passeio ou uma ida ao médico, encontramos um sebo ou uma livraria.
               No meio do burburinho da Rua Teodoro Sampaio, 623 (Pinheiros - SP), encontrei o Sebo Basques 2. A enfadonha ida ao oftalmologista transformou-se em uma oportunidade de adquirir livros de qualidade a preço baixinho.
               Baixinho mesmo!!!! Três livros por dez reais é imperdível, concorda?
               Diferente dos sebos comuns, o Sebo Basques 2, vende livros novos. São muitos exemplares novos de títulos clássicos e de novidades, principalmente da Editora Record. Saí de lá com muitos livros e devo dizer que foi difícil escolher entre tantos livros interessantes.
               Faz uns quinze dias que fiz esta visita e ficou a dúvida: será uma ponta de estoque ou a venda de exemplares novos foi episódica? Boa desculpa para voltar e conferir. 😉
                Se você conhece o Sebo Basques 2 ou algum que seja especial, deixe o seu comentário e compartilhe a sua experiência.
terça-feira, 12 de setembro de 2017 0 comentários

Literatura grega: o que tenho achado por aí? (5)

                Tenho lido mais do que postado e tem sido muito divertido garimpar livros de autores gregos ou de descendentes de gregos. Nessa busca encontrei  O homem do rosário preto de George Rumanes que foi uma agradável surpresa.
                A leitura é fácil, o enredo envolvente e intrigante. O tema da Segunda Guerra Mundial e a presença alemã na Grécia é tratado literariamente, mas, mesmo assim, permite vislumbrar o momento sombrio por que passava o povo grego. 
              (...)" no começo de 1942, somente em Atenas e no Pireu, quase dois mil homens, mulheres e crianças morriam por dia de inanição e doenças. Os cemitérios não davam conta dos cadáveres."
                Livros sobre guerra raramente me atraem, porém O homem do rosário preto é uma leitura irresistível, não dá para largar o livro depois de iniciada a leitura.
                "Os acontecimentos relatados neste romance baseiam-se nesses fatos históricos. Esta é a história do povo do Pireu numa época estranha e terrível da sua vida. Eu conheço a história. Eu sou um deles. Eu estava lá." 
                 Precisa falar mais?
                 Recomendadíssimo!!!!







                     O homem do rosário preto
                     George Rumanes
                     Distribuidora Record 
                     1973
                      270 páginas
domingo, 4 de junho de 2017 0 comentários

Literatura grega: o que tenho achado por aí? (4)

         Vassili Vassilikos é grego (1934), mas vive há muito tempo exilado na França por causa de seu posicionamento político de esquerda. Grande parte de sua infância e adolescência morou em Salônica, cidade em que foi assassinado o deputado Lambrakis, ponto central do livro Z
          A militância política de Vassili Vassilikos fica evidente na narrativa de Z, mas de forma alguma reduz a obra a mero panfleto político. A narrativa é ágil, acompanhando o ritmo e a tensão com que os fatos vão sendo apresentados. Vários pontos de vista aparecem, tornando a narrativa multifacetada e muito interessante. A leitura exige muita atenção e desperta o leitor para observar o que faz de um homem um assassino e de um grupo social seus cúmplices.
           O deputado Lambrakis foi assassinado em plena rua e sob os olhos da polícia, tornando-se símbolo da revolta do povo grego contra um regime opressivo e corrupto. O romance Z reconta essa história e mostra sua posterior investigação e o destino de todos os envolvidos no crime. Na aparência, uma história de corrupção e ganância e mais profundamente, a figura de um juiz aparece como esperança de novos tempos.
           É uma pena que um bom livro como este esteja fora dos catálogos das editoras. Livro não só atual, mas necessário para a reflexão sobre temas tão presentes em nossos dias. 
           Leitura recomendadíssima!!!!





                    Z
                    Vassilis Vassilikos
                    Editora Nosso Tempo
                    1970
                    354 pp                              






          "Para o General, Salônica é um tabuleiro. Aqui, a torre - a torre branca-, lá o bispo - minarete da torre - lá o cavalo, - o porto cavalgando o mar. Todas as peças se refletem nas águas do golfo e se desdobram: duas torres, dois bispos - dois cavalos. Só o rei e a rainha estão ausentes. Mas o General ainda tem muitos peões. Ele os desloca agilmente. No entanto, seu adversário tem uma grande vantagem: os jornalistas. Cada vez que o General perde um peão, fica louco de raiva. Não sabe perder. (...)"
 
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